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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Aldo Rebelo pode continuar no Ministério do Esporte em 2015

Crédito: Divulgação

O Secretário de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, deixou em aberto sua continuidade no governo. Segundo ele, a decisão dos comandantes da pasta para o próximo governo, que começa a partir de janeiro de 2015, está nas mãos da presidente reeleita Dilma Rousseff, e que o atual ministro, o ex-deputado Aldo Rebelo (PCdoB) pode até seguir no cargo.

“Nós estamos aguardando a posição da presidente (Dilma) e depende tudo da seleção dela se o ministro segue ou não”, disse.

Rebelo anunciou que deixaria o cargo e que sua missão estava cumprida no último mês de outubro durante entrevista à TV Estadão, mas a decisão no fim do processo é da presidente Dilma.

Em entrevista concedida logo após o evento de lançamento da parceria entre NBA e Liga Nacional de Basquete na última quinta-feira (11), Leyser também afirmou que o basquete (CBB também) seguirá sendo parceiro do ministério mesmo que o comando da pasta seja trocado.

“Hoje não há nenhum problema de descontinuidade em diversos níveis do governo. Temos uma democracia amadurecida. Então são programas longos, contratos já assinados e eu não vejo problemas mesmo que mude o comando do ministério”, salientou o secretário.

Ele também comentou sobre os atrasos no repasse de verba à LNB para a realização de mais uma Liga de Desenvolvimento do Basquete, que teve início em outubro. Segundo ele, a ideia é fazer um longo contrato para que não haja atraso e “houve esse ano uma alteração de legislação, com novas exigências, e isso também acabou atrasando o cronograma das assinaturas dos convênios e liberação do recurso. Isso não deve acontecer novamente”.

Representando Rebelo no evento de apresentação da parceria NBA/LNB, ele também fez questão de destacar o crescimento do NBB. “É fantástico o nível de amadurecimento e a rapidez com que isso aconteceu no basquete brasileiro. Em poucos anos conseguimos reestruturar o campeonato brasileiro, repatriar atletas e formar uma nova geração. E acho que isso chamou a atenção da NBA e abre uma perspectiva fantástica”, finalizou.


Mesmo já tendo anunciado nomes de futuros ministros, Dilma ainda não confirmou um nome para o esporte. O ministério está em poder do PCdoB desde o início do governo Lula, com Orlando Silva e logo depois com Aldo Rebelo. 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Brasil Kirin campeão: uma reflexão sobre o esporte em Sorocaba

Crédito: Facebook Futsal Brasil Kirin

Pensei e muito para escrever isso aqui e pensei também se cabe no blog, mas como abordarei o basquete e o futebol americano da cidade, não vi problema.

Nesta segunda, dia da grande final da Liga Futsal, a jornalista Rafaela Gonçalves, do Cruzeiro do Sul, publicou uma boa reportagem sobre a equipe e ganchos sobre a situação das arenas esportivas da cidade de Sorocaba.

O Brasil Kirin foi campeão na prorrogação, mostrou trabalho sério e dedicado do craque Falcão, mas não jogou NENHUMA partida na cidade, o que destaca o sucateamento das praças esportivas da cidade.

Aliás, o profissionalismo do time deve servir de exemplo aos outros, já que Falcão rompeu muitos mitos na cidade. O primeiro deles é que o grande empresário não investe no esporte. Pois temos com ele uma multinacional gigante, a Brasil Kirin, que acreditou na solidez e qualidade do projeto. Mas esse pode ser um assunto para outro dia...


Aos fatos

Vamos começar pelo Estádio Municipal Walter Ribeiro, inaugurado em 1978. Desde lá, as únicas reformas do CIC (Centro de Integração da Comunidade) foram a troca do gramado algumas vezes. E de centro de integração da comunidade o estádio não tem nada...

Ainda é possível ver cinzeiros no estádio mesmo com as leis antitabagismo, o vestiário foi reformado apenas para receber os treinos de Japão e Argélia na Copa do Mundo, não há acessibilidade, banheiros adaptados, internet nas cabines de imprensa e o melhor estacionamento do estádio é do hipermercado ao lado.

Tirando, é claro, que o estádio não possui ao menos um placar. Já ouvi até o argumento de que não precisa, já que o torcedor sabe quanto está o jogo...

A situação das praças da cidade foi bem destacada por Pedrinho Souza, ex-preparador físico dos times da Minercal e também do vôlei Leite Moça na reportagem citada acima... Não existem pistas de atletismo com tamanho oficial na cidade, piscinas públicas e a última construção de praça esportiva foi... Isso, exatamente o CIC, há vergonhosos 36 anos.

O Ginásio Municipal Gualberto Moreira é da década de 1950, construído com o esforço da cidade para receber os Jogos Abertos, com as fotos emblemáticas do Padre Pieroni carregando latas de cimento fresco para acelerar sua construção (para quem não é da cidade, o ginásio fica onde se localizava a antiga Igreja de Bom Jesus, hoje na Rua Nogueira Padilha). Chegou a ser abandonado pelo poder público após a saída do vôlei Leite Moça da cidade, foi reformado, mas é frequentemente alvo de vândalos.

Por ser o único ginásio de porte na cidade, é disputado por várias equipes, Handebol do Anglo, LSB, vôlei, além de Cruzeirão, Cruzeirinho, Jogos Escolares, torneios da Lisofus, a Liga Sorocabana de Futsal e isso sem que a quadra tenha o tamanho mínimo oficial para a prática dessa modalidade (!!!!).

O último incidente foi com a quadra cedida pelo Ministério do Esporte à Liga Sorocabana de Basquete. O relógio de 24 segundos reserva também não foi instalado, rendendo multa ao time de mil reais. Responsabilidade, quer ou não, do poder público municipal, dono do ginásio.  

Já o Sorocaba Vipers Army, time de futebol americano da cidade, anda nos trazendo bastante orgulho. Foi vice-campeão do estadual e ficou em terceiro na Liga Nacional, mas não tem um campo público para treinar, depende da boa vontade dos clubes em ceder seus campos, como o Clube de Campo ou o Recreativo Campestre.

Outro que sofre com isso é a Lisoboxe, a Liga Sorocabana de Boxe, que sempre contribui em Jogos Regionais e Abertos e possui vários trabalhos de incentivo ao esporte.

No entanto, não entrarei no mérito da Arena Multiuso. A construção mal feita caiu, é mal localizada, será de difícil acesso, mas para a condição do nosso esporte, seria um grande avanço.


Alguma proposta

Bem, não defendo aqui que as prefeituras injetem dinheiro nas agremiações esportivas das cidades, pelo contrário, acho que isso não é o certo. Se você entendeu isso de minha crítica, entendeu errado. Defendo que as prefeituras possam ser parceiras dos times e fornecer o máximo de ajuda possível sem repassar dinheiro direto aos clubes e incentivem sua continuidade.

Sorocaba tinha uma ótima equipe de ciclismo capitaneada pela Padaria Real, mas como não conseguiu manter a equipe sozinha, a padaria acabou fechando o time. Agora temos mais de 100km de ciclovia, sem que haja um time desse porte fomentando (desde ensinar gente a pedalar, até dar clínicas de ciclismo de estrada) o esporte da bicicleta. Temos agora a Cervejaria Burgman tentando reaver essa chama. 

A ajuda pode vir em forma de convênio, lei de incentivo, trabalho de conservação e ampliação de praças esportivas, cobrança nula de aluguel para equipes da cidade e assim por diante. Esse incentivo já seria um bom começo. Outra ideia é criar leis de incentivo municipais para que empresas da cidade abatam seu imposto no esporte da cidade, não sei se é possível, mas é uma ideia.  

Sorocaba não constrói um centro esportivo há anos e os que temos não possuem condições para que as equipes possam treinar. Os centros são da comunidade sim, da população de Sorocaba, mas esse convênio e parceria que sugeri aumentaria o envolvimento das equipes com o público, colocando mais esporte nos bairros. Não custa tentar.

Só para lembrar, nosso esporte é multicampeão de bicicross, campeão estadual, nacional, sul-americano e mundial de basquete, estadual, nacional e intercontinental de vôlei, tem representantes no boxe nacional, no MMA, nas pistas de corrida, tradição no futebol estadual e agora também é campeão nacional de futsal.

É difícil gostar de esporte nessa cidade... 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Nacionalismo, patriotismo, sociedade, futebol e Copa do Mundo

Crédito: Getty Images
Antes de tudo, a descrição do blog permite que eu escreva algo sobre futebol, por mais que a minha intenção seja falar de basquete e futebol americano. Porém, depois de ver o massacre alemão na partida de terça-feira sobre o Brasil na Copa do Mundo me fez pensar e muito sobre várias coisas envolvendo o torneio e a postura de muitos brasileiros.

Como escrevo de vez em quando no Twitter, opinião não é uma ciência exata, portanto aqui vai a minha dividida em parcelas neste ensaio.

1 - Nacionalismo/patriotismo

O nacionalismo pode ser definido de várias maneiras, seja como sentimento ou base de um estado político. Sabemos, por exemplo, que o nacionalismo era um dos pilares do fascismo, por exaltar os feitos de um país e colocá-lo acima de outros. Em si, é o pensamento "sou melhor que você porque nasci aqui e te odeio". George Bernard Shaw disse algo neste sentido. Essa definição é o contrário do patriotismo, que é o sentimento de amor ao país e não de ódios aos outros locais.

O general francês Charles de Gaulle definiu muito bem esta diferença: "Patriotismo é quando o amor por seu próprio povo vem primeiro. Nacionalismo é quando o ódio pelos demais povos vem primeiro". Frases como "eu odeio os argentinos" não são uma mera semelhança.

Como isso se encaixa no esporte? Simples, "sou melhor que você, porque sou pentacampeão*". A frase arrogante de afirmação brasileira ecoou por vários lugares (principalmente quando argentinos cantavam "Brasil, decime que se siente"). Mas o que isso tem a ver com nacionalismo ou patriotismo? Nada.

Após a partida, a imprensa divulgou imagens de brasileiros queimando a bandeira nacional, um dos símbolos máximos do país. As bandeirinhas dos carros e das casas sumiram e algumas são achadas jogadas na rua. Significa que gostar do país onde você mora dura 30 dias ou 64 jogos, mas isso se o Brasil vencer, é claro.

Então o patriotismo e o nacionalismo só valem enquanto seu time estiver em campo na Copa do Mundo... E de futebol, assim ele é tratado no Brasil.

Por sorte, nossa sociedade está mudando desde a segunda metade do século XX. O sentimento nacionalista e de ódio aos outros países está morrendo (por mais que seja apenas no âmbito esportivo) e, segundo Stuart Hall, se transforma de tal maneira pela globalização:  "Isso está fragmentando as paisagens culturais de classe, gênero, sexualidade, etnia, raça e nacionalidade, que, no passado, nos tinham fornecido sólidas localizações como indivíduos sociais".

Das sociedades antigas, sobraram apenas os estereótipos. Aliás, vocês repararam quantas propagandas estereotipadas nos tivemos? Por sinal, viram algum argentino cabeludo na seleção?

2 - Sociedade

Hall, em um de seus estudos, tentou explicar a mudança das sociedades dentro do nosso processo de globalização. Essa globalização possui um impacto grandioso sobre a identidade cultural, que é também um assunto do nacionalismo e das antes ditas "culturas puras". A afirmação da cultura pura servia apenas para dizer que uma cultura era superior a outra, uma bobagem tremenda.

Segundo Hall, as mudanças ocorridas em nosso tempo são maiores que as mudanças de antes, aceleradas em grande parte pela globalização. A sociedade alemã, por exemplo, sofreu dois impactos gigantes com duas guerras no século XX (causadas sim pelo nacionalismo, vide Guerra Franco-Prussiana que permitiu a unificação alemã), além da separação em dois de sua sociedade e a reunificação em 1989, já diante do acesso gigante aos meios informativos.

Isso alterou alemães e influenciou no modo com que eles trabalham com futebol também. Hall cita Anthony Giddens: "à medida em que áreas diferentes do globo são opostas em interconexão umas com as outras, ondas de transformação social atingem virtualmente toda a superfície da terra". Isso tem tudo a ver com futebol.

Da mesma maneira que o contato com outras culturas transforma a sociedade pela globalização e acesso à informação, o futebol e o esporte em si mudaram com a troca de experiências e intercâmbios culturais. Eis nossa globalização transformadora.

3 - Futebol

Inventado na Inglaterra, o futebol demorou um tanto para chegar aos quatro cantos do mundo. Cada lugar aprendeu a jogar de uma maneira, alguns com rigor tático, outros se utilizando do talento natural de seus jogadores.

O Brasil, por exemplo, é um grande celeiro de jogadores e como todos sabem, é uma das maiores escolas de futebol. Por muitos anos, o talento natural brasileiro bastou para vencer, hoje ele é apenas mais uma parte da fórmula de sucesso.

Fazendo uma rápida linha do tempo, vemos que a Alemanha que fez 7 a 1 no Brasil joga com talento natural, rigor tático, futebol total, tiki-taka e até táticas de basquete, como triangulações ofensivas.

Quando o Ajax de Johan Cruyff venceu de forma seguida a Copa dos Campeões da Europa no início da década de 1970, mal sabia que isso influenciaria até hoje o jogo. Em 74, a Holanda foi vice, mas Cruyff saiu de lá com um ideal na cabeça. Anos depois, foi técnico vitorioso no Barcelona, que tinha no meio de campo um tal Pep Guardiola.

Vários anos depois, Guardiola colocou em prática um futebol vistoso, ofensivo, com a participação de todos, passes curtos, rápidos, o tiki-taka que virou campeão com Espanha em 2010. O futebol total viveu na Catalunha até Guardiola se mudar para Munique, onde comanda o Bayern.

A aula de futebol que a Alemanha deu no Brasil envolve vários aspectos, desde formação de jogadores e organização da confederação, até a tática colocada dentro de campo. Os gols alemãs foram quase todos de passes curtos, triangulações, nada muito distante do que o Ajax fazia, do que o Barcelona fazia, do que o Bayern agora faz.

Essa é a globalização do futebol, com intercâmbio cultural, sem patriotismo, sem nacionalismo.

No Brasil, nossos representantes da confederação e alguns especialistas reafirmam que apenas o nosso talento basta, que os técnicos brasileiros são geniais, que nossos jogadores são melhores apenas por nascerem neste território... Bobagem pura.

Enquanto Simeone, Pekerman, Sampaoli, Loco Bielsa e outros argentinos se dão muito bem como treinadores, não vemos sucesso brasileiro além de Otto Glória em Portugal há muitos anos. Felipão mesmo fracassou no Chelsea e Luxemburgo no Real Madrid nem merecia uma citação, mas aqui vai ela.

Acho que chegou o momento em que o brasileiro deve pensar que ganhar cinco títulos não significou nada, apenas um número, e que o futuro é tenebroso se esse pensamento nacionalista, chamado de pacheco, perdure. Quem acha que não precisa aprender nada, quebra a cara.

4 - Copa do Mundo

Ainda seguindo a linha de Hall e citando as culturas híbridas dos estudos de Néstor Canclini, a globalização nos permite conhecer os costumes dos outros de maneiras muito simples. Na internet mesmo é possível viajar sem sair do lugar, saber o que povos diferentes pensam, sentem, comem, dançam e cultuam.

Nesse sentido, não vejo o menor problema de um cidadão torcer por outra equipe nacional, porque a seleção representa um país, um povo, uma bandeira que hoje todos podem conhecer. É a morte do estereótipo e das fronteiras.

A grande maioria dos brasileiros é descendente de outros povos que vieram para cá apostar na vitória, numa vida melhor. O Brasil é um dos maiores exemplos de culturas híbridas, por comer feijoada sábado e macarronada no domingo. Nosso nacionalismo é o mais inadequado de todos.

Como sujeitos globalizados, devemos pensar além de fronteiras físicas, impostas por sociedades antigas, algumas belicosas, até inimigas, mas que hoje são parceiras... O mundo está mudado.

Deixo aqui a entrevista de Paul Breitner aos canais ESPN. Talvez as palavras dele façam muito mais sentido agora.


*O Brasil ganhou a Copa cinco vezes, mas a França é a única "campeã de tudo". 
Um abraço e até a próxima!

sábado, 19 de abril de 2014

Perdemos Luciano do Valle, um exemplo contra a monocultura esportiva brasileira


Quem via suas últimas narrações de domingo ou quarta-feira na Band poderia até pensar que Luciano do Valle era apenas um simples narrador de futebol como tantos outros. Na verdade, atrás daquele microfone estava um dos maiores defensores dos esportes olímpicos, o Luciano do vôlei, do basquete, da Fórmula Indy, do boxe, de tantos outros e até da sinuca.

Como sabemos e vimos hoje em dia, a televisão e até mesmo o rádio, que antes apoiavam e transmitiam diversas modalidades esportivas, se renderam ao futebol, que dá muito mais faturamento e audiência, o que acaba aumentando a diferença entre o esporte bretão e as modalidades olímpicas, que sofrem um bocado no Brasil. Assim as muitas modalidades acabam marginalizadas com o argumento de que se não dá audiência, não pode ser transmitido...

Temos 11 canais esportivos entre fechados, abertos e parabólica e infelizmente poucos deles apostam em programações de esportes olímpicos, ou acabam preferido reprises de futebol para ocupar a grade. É muito futebol e quase nada para muitas modalidades. Em outras épocas, Luciano do Valle tinha 10 horas no domingo para todos os esportes na TV Bandeirantes, era o Show do Esporte, que como disse um amigo, formou o caráter esportivo de muita gente.


E Luciano do Valle foi um embaixador e voz destes esportes quando começou a narrar o basquete na TV Globo nos anos 70. Quando esteve na TV Record depois da Copa do Mundo de 1982, o narrador colocou mais de 90 mil torcedores do Maracanã para um jogo de vôlei entre Brasil e União Soviética. Foi dele a voz da Fórmula Indy no Brasil, quando Emerson Fittipaldi corria para vencer as 500 milhas de Indianápolis pela primeira vez até a última prova no solo sagrado de Indianápolis em 2013, coroando Tony Kanaan.


Luciano também trouxe a NBA ao Brasil e foi pioneiro na transmissão da NFL, que hoje faz um sucesso gigantesco na ESPN, além de emprestar a voz para narrações de fatos históricos, como a conquista do Mundial de Basquete Feminino em 1994. Não há como medir o que as cestas, cortadas ou bandeiras quadriculadas narradas por ele fizeram ao nosso esporte.


O Brasil não perde apenas um locutor, mas um grande combatente na luta contra a monocultura esportiva.