Mostrando postagens com marcador NBA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador NBA. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Qual seria a camisa 10 do basquete?

No futebol nenhuma camisa tem uma mística tão grande quanto a 10: foi esse o número que assumiu uma posição de maior e mais importante dentro de uma equipe. O "camisa 10" virou sinônimo de "o craque do time", aquele que pensa o jogo e movimenta a equipe.

Se, por um lado, é verdade que nem sempre o 10 seja o melhor jogador de um time (Ronaldo, com a 9, Romário com a 11, Cruyff com a 14, Zidane com a 5...), por outro é o único que traz consigo tamanho peso e carga de expectativas.

Observando por essa ótica, no basquete é impossível uma associação: são pelo menos 101 (do 0 ao 00) as opções que os jogadores têm, e não existe qualquer tipo de conexão direta entre o número e a posição/função desenvolvida em quadra: por exemplo, o armador brasileiro Raulzinho é o #25 no Utah Jazz enquanto no Sacramento Kings esse é o número do ala-pivô Eric Moreland.

Há, porém, uma forma diferente de se associar uma camisa no basquete ao que representa a 10 no futebol: qual é o número de maior sucesso na história do esporte, e aquele que permanece sempre como uma das principais opções para as novas gerações de jogadores, atuem em qual posição for?

Abaixo, estabelecemos um ranking com as principais camisas da história da NBA.

10ª posição: Camisa 22

Atualmente, um total de doze atletas usam a camisa 22 na NBA. Dentre eles, a grande promessa dos últimos anos -- Andrew Wiggins, do Minessota Timberwolves. Outro destaque é Taj Gibson, do Chicago Bulls.

A camisa se tornou emblemática ao longo dos anos 60, pois era o número de Elgin Baylor, titular em qualquer "Lakers de todos os tempos". Nos anos 80/90, voltaria a ser protagonista, com o grande ala-armador Clyde Drexler, finalista de 1992 com os Blazers.

Elgin Baylor e Clyde Drexler


9ª posição: Camisa 24

Se este ranking for refeito dentro de uma década, talvez tenhamos mais que 8 atletas (número da temporada 2015-16) utilizando-a: é a camisa que o Lakers irá aposentar em homenagem ao grande Kobe Bryant.

Mas a história do 24 é muito mais antiga, datando da dinastia Celtics, com o ala-armador Sam Jones -- campeão 10 vezes e melhor jogador das finais de 1964. Nos anos 70, foi a camisa do gigante Rick Barry, MVP das Finais de 1975, ano em que levou os Warriors ao título da NBA. O número também foi utilizado por Moses Malone nos Rockets.

Kobe Bryant, Sam Jones e Rick Barry
8ª posição: Camisa 6

Um total de dez atletas estão usando o #6 na temporada atual, a maioria deles pivôs: destaque total para DeAndre Jordan (Clippers), líder em aproveitamento e top-3 em rebotes e tocos, e Kristaps Porzingis (Knicks), fortíssimo candidato a "Rookie of the Year".

A associação desses jogadores ao número 6 remete a Bill Russell, o maior campeão de todos os tempos da NBA, que a usou em seus 13 anos de Boston Celtics. Também foi a camisa que consagrou Julius Erving, The Doctor, no 76ers e a que LeBron James usou em suas quatro temporadas de Miami Heat.

Bill Russell e Julius Erving
7ª posição: Camisa 3

É a camisa que veste o maior número de atletas atualmente: 23 jogadores a usam, o que significa que apenas 7 dos 30 times não têm um jogador com o #3: os principais destaques são Chris Paul (Clippers) e Dwyane Wade (Heat).

A consagração principal da camisa aconteceu há 15 anos, com o grande Allen Iverson, MVP da temporada 2001. Nessa mesma época Ben Wallace virou lenda, sendo líder em tocos e escolhido Jogador Defensivo do ano quatro vezes. Também foi a camisa usada pelo lendário Drezan Petrovic nos Nets.

Dwyane Wade e Allen Iverson


6ª posição: Camisa 21

Uma das camisas mais utilizadas na atualidade, com 13 jogadores, a maioria deles bastante importantes em seus times: além das lendas Tim Duncan (Spurs) e Kevin Garnett (Timberwolves), o 21 também é o número do craque Jimmy Butler (Bulls) e do "rei dos tocos" Hassan Whiteside (Heat).

No passado, foi a camisa que consagrou o ala Dominique Wilkins (Hawks), cestinha da temporada '86 e o grande rival de Michael Jordan nos torneios de enterradas -- para muitos, até mais espetacular que MJ. 

Dominique Wilkins e Tim Duncan
5ª posição: Camisa 13

Um dos números mais emblemáticos da história, pois foi a camisa usada por Wilt Chamberlain ao longo de toda sua carreira, defendendo Warriors, 76ers e Lakers. Futuramente, seria a camisa com a qual o grande armador Steve Nash se consagraria no Phoenix Suns. Também foi a camisa de Luc Longley, pivô titular no Bulls de Jordan/Pippen/Rodman.  

Atualmente 13 jogadores a utilizam, alguns deles os astros principais de suas franquias: James Harden, no Rockets, e Paul George, no Pacers, são os maiores representantes do #13. O número também é utilizado por jogadores importantes como Marcin Gortat (Wizards), Tristan Thompson (Cavaliers) e Joakim Noah (Bulls).

Steve Nash e Wilt Chamberlain
4ª posição: Camisa 34

Na temporada atual, apenas 8 jogadores vestem o número (com destaques para Giannis Antetokounmpo, dos Bucks, e Shaun Livingston, dos Warriors), mas é um número que começou a ser consagrado em meados dos anos 80:  Hakeem Olajuwon, pelos Rockets, e Charles Barkley, pelos 76ers, eram dominantes em suas posições.

Nas décadas seguintes, o #34 ficaria marcado como sendo o número de Paul Pierce, considerado um dos principais alas da NBA e o MVP das Finais de 2008. Também foi o número que consagrou Shaquile O'Neal nos Lakers (3 MVP das Finais consecutivos) e Ray Allen em toda sua carreira pré e pós-Celtics.

Hakeem Olajuwon e Shaquile O'Neal
3ª posição: Camisa 23

Para muitos, a principal camisa da NBA deveria ser aquela usada por quem, para muitos, foi o maior jogador da história da NBA: Michael Jordan se consagrou com o 23 e consagrou o 23.

Hoje, o número é usado por um total de 14 atletas, alguns deles os melhores e líderes de suas equipes, caso de Anthony Davis (Pelicans) e LeBron James (Cavaliers). Também é o número de Draymmond Green, maior nome dos Warriors depois de Stephen Curry.

Assim como foi dito sobre o #24,  é possível que nos próximos 10 anos talvez seja o maior número da NBA, mas o 23 não tem, ainda, a magnitude histórica dos próximos dois números.

Seria o 11 do futebolista.

Michael Jordan e LeBron James
2ª posição: Camisa 32

Forte candidato ao posto de camisa 10 da NBA, o #32 foi consagrado pelo gigante Earvin "Magic" Johnson, provavelmente o melhor armador da história da NBA. Na mesma época, Karl Malone (Jazz) e Kevin McHale (Celtics) se firmariam como dois dos melhores ala-pivôs de todos os tempos, sendo nomeados para o Hall da Fama.

Antes de Magic surgir, foi a camisa com a qual o mítico Doctor Jay se tornou o primeiro ícone popular da NBA, usando o #32 pelo New Jersey Nets. E foi a camisa com que Shaquile O'Neal surgiu para o mundo no Magic e seria campeão pelo Heat. Atualmente, 8 jogadores a utilizam, com destaque especial para Blake Griffin (Clippers).

No futebol, talvez equivalente ao 9.

Magic Johnson e Karl Malone
1ª posição: Camisa 33 

Indiscutivelmente, o número mais emblemático da história da NBA: dois dos maiores jogadores de todos os tempos, o pivô Kareem Abdul-Jabbar (Bucks e Lakers) e o ala Larry Bird (Celtics), a vestiram ao longo de suas carreiras: é o único número que estampou as costas de dois jogadores desta magnitude.

Mas não foram apenas eles: lendas como Scottie Pippen (Bulls) e Patrick Ewing (Knicks) se consagraram com o número. Mais? Foi o número do pivô Alonzo Mourning (Heat) e do ala Grant Hill (Magic, Pistons). Além disso tudo, como aponta o Basketball Reference, é a camisa que mais contribuiu para vitórias na história da NBA.

Hoje, são 12 os jogadores que usam o número, com destaque para Marc Gasol, o líder do Memphis Grizzlies, além de Boris Diaw, peça importante do Spurs. E foi a camisa de Kobe Bryant em seus tempos de high school! (o lendário ala-armador só não a usaria na NBA pois o número já havia sido retirado pelos Lakers...)


Seria a camisa 10, sem dúvidas.

Jabbar, Bird, Pippen, Hill, Mourning e Ewing


Vamos imaginar um duelo com esses times: quem você acha que venceria?

All-NBA First Team (33, 32, 23, 34 e 13): Magic Johnson, Michael Jordan, Larry Bird, Hakeem Olajuwon e Wilt Chamberlain. -- Jabbar, Shaq e LeBron na reserva.

All-NBA Second Team (21, 3, 6, 24 e 22):
Allen Iverson, Kobe Bryant, Elgin Baylor, Tim Duncan e Bill Russell. -- Doctor, Wade e Wilkins na reserva.

Abraços!

Marcel Pilatti

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

NBA amplia alcance no Brasil ao fechar com o Sportv



Segundo o colunista da Veja, Lauro Jardim, os canais Sportv e a NBA firmaram um acordo de transmissão da liga norte-americana também para o sistema Globosat. Ainda conforme a nota, o contrato seria de oito ano (mas vi por aí dizendo 6 anos) e a primeira transmissão aconteceria já no dia 24 de fevereiro, uma terça-feira.

Isso em nada muda as transmissões nos canais ESPN, Space e Sports +, este último apenas na Sky. Seria mais uma emissora a exibir as partidas, diversificando as transmissões para os assinantes da TV fechada.

Caso seja confirmado o acordo, a NBA amplia e muito seu alcance no Brasil, já que o Sportv é um dos dez canais por assinatura mais assistidos no país (o esportivo mais visto), bem à frente de Space e ESPN, respectivamente.   

Ao contrário de ESPN e Space, o Sportv é figura fácil de se encontrar em pacotes básicos da TV. Usando como exemplo as três maiores operadoras de TV no Brasil: Net, Sky e Claro, vemos que o Sportv está inserido em todos os pacotes mais básicos, os de menor valor.

Na Net, os canais ESPN não estão no pacote de menor valor da operadora. Em compensação, Space e Sportv estão. Na Sky, o pacote de menor valor é na modalidade pré-paga, e possui apenas o Sportv 2. Já o da Claro, também possui apenas o Sportv 2. Os três estão na faixa entre 50 e 60 reais. 

Ou seja, ao se confirmar a parceria, a liga norte-americana aumentaria seu alcance para praticamente toda a base de assinantes de TV no Brasil, que é algo em torno de 20 milhões de contratos, atingindo uns 65 milhões de brasileiros.

Além disso, o número de jogos transmitidos também aumenta. Outro ponto importante é a parceria entre NBA e Liga Nacional de Basquete, o que até possibilita uma rodada dupla entre o NBB e a NBA, algo que certamente ajudaria em elevar a audiência do nosso basquete. Na TV aberta, por exemplo, é comum emissoras colocarem produtos que alavancam audiência próximo a outros.

John Raoux - AP
O próprio Arnon de Mello, representante da NBA no Brasil, disse no evento de assinatura do acordo entre NBA e LNB, que o Sportv já é considerado parceiro da NBA e que seria mais fácil a mesma ser exibida em mais canais que o NBB. Lembrando também que o Sportv transmitiu os três jogos do Flamengo nos EUA contra times da NBA.

Mais um ponto a se destacar sobre isso é que mesmo ainda existindo produtos exclusivos, a TV por assinatura acaba por diversificar contratos. UEFA Champions League, UFC e NFL são raras exceções.

NFL e UFC optam pela exclusividade, mas por algum tempo vimos Band Sports e ESPN dividirem o contrato da primeira. Já o UFC mantém sua exclusividade na Globosat muito por causa do sistema pay-per-view no Canal Combate. E caso a Champions League tivesse sido adquirida pela ESPN, esta seria repassada também ao Sportv, quebrando a exclusividade.

Para fechar, a NBA dá mais um passo importante para que o brasileiro possa ver seu produto, afinal de contas, nem todos possuem condições de pagar um League Pass, seja por questão financeira, ou mesmo por não possuir um cartão de crédito compatível com os modos de pagamento.

Quanto mais avançamos na TV por assinatura, mais nos aproximamos do modelo norte-americano de divisão de contratos (NFL, MLB, NBA, NHL, Nascar...), mais vemos que nossa TV aberta precisa repensar sua existência e mais vemos que a divisão (inexistente) de transmissões de nosso futebol está errada. 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Pioneiro da NBA no Brasil, Álvaro José vê parceria entre NBA e LNB como um sonho


Álvaro José dispensa grandes apresentações. Quem tinha uma TV ligada nos domingos dos anos 80 e 90 ou gosta de Jogos Olímpicos já conhece sua voz, seu estilo de comentar e sua grande memória esportiva.

Mas ele não é só um grande conhecedor de Olimpíadas, é também um dos pioneiros em algo no Brasil que não para de crescer e que gostamos muito: a NBA. Com Luciano do Valle ele dividia uma apertada cabine nas arenas norte-americanas que possuía na maioria das vezes apenas um telefone e assim, segundo ele mesmo, jamais pensou que a NBA poderia estar no Brasil e menos ainda junto com a Liga Nacional de Basquete.

Dos diversos duelos entre Paula e Hortência ficaram as memórias e do evento que marcou o aperto de mãos entre LNB e NBA, um bom futuro para o nosso basquete. Confira abaixo a entrevista com Álvaro José, atualmente na Rede Record:


Como um dos pioneiros da NBA junto do Luciano do Valle, como você analisa este dia no Pinheiros (11/12), data da assinatura do contrato entre LNB e NBA?

Parece um sonho. Porque queira ou não, o que falta para o basquete brasileiro não é talento, é organização e desenvolvimento que a NBA possui. Então se o Brasil fizer a mesma coisa que a NBA faz, vai ficar muito fácil. Eu sou a favor, por exemplo, que se copie da NBA a Liga de Desenvolvimento, que haja uma parceria entre as ligas de desenvolvimento também, de jogadores norte-americanos com certa idade poderem jogar aqui e brasileiros lá. Imagina a diferença que isso pode fazer.

Desde quando você começou a fazer transmissões nos ginásios dos Estados Unidos até agora, chegou a imaginar que a NBA estaria aqui no Brasil?

Não. Isso eu falei para o Samy (Vaisman), que é o responsável pela comunicação da NBA no Brasil, que foi um caminho muito grande e brilhante que eles percorreram e particularmente eu nunca imaginei que poderíamos ter isso no Brasil. Na verdade foi um crescimento muito significativo e hoje eu creio que o basquete brasileiro vá voltar aos seus dias de glória.

Você acha que essa parceria pode estimular as TVs abertas a também procurar o basquete em sua grade?

Sim, embora a gente não possa negar que a segmentação é uma realidade no mundo. Há um tempo, por exemplo, uma TNT nos Estados Unidos não tinha uma audiência significativa e hoje tem a mesma coisa que uma TV aberta, 200 milhões de pessoas assistindo. Então isso vai acontecer aqui. Hoje a TV por assinatura chega a 19,5 milhões de lares, então você multiplica por 3,2 e passa de 65 milhões. Então você tem 65 milhões de lares assistindo TV por assinatura e esse número vai aumentar, vai ser um canal igual a tantos outros. Tem canal aberto em São Paulo que está perdendo audiência não para um cabo, mas para 15 cabos. 

Há algum caminho para se quebrar a monocultura do futebol?

Depende de talento. Se você voltar a ter uma geração do vôlei como a Geração da Prata (1984), ou mesmo a medalha de ouro de 2004 atuando aqui e com o êxodo de jogadores de futebol, você quebra a hegemonia. Hoje o Brasil está começando a ter arenas em condições de receber grandes eventos. Você mencionou ginásio, eu nem chamo de ginásio os locais que eu ia fazer jogo de basquete, eram estádios. Se pensar que a primeira final da NBA transmitida para o Brasil ao vivo e in loco, foi em 1988, nós fizemos de Los Angeles, no The Forum que tinha capacidade para quase 30 mil espectadores. 

Mas o rival veio de onde? De Detroit, e o jogo lá foi no Pontiac Silverdome (hoje abandonado), onde o Brasil jogou com a Suécia na Copa de 1994, ou seja, 82 mil espectadores e teto retrátil. Então acho que tudo isso também faz uma grande diferença. Eu fiz o All-Star Game de 1996, e lá me assustou, eu fiz no Alamo Dome em San Antonio, é uma coisa gigantesca. O sujeito que tá lá em cima na arquibancada não vê o jogo, mas sente a emoção de estar na arena.    

O sujeito não vê o jogo, mas ele tem o entretenimento.

Tudo, tudo. Comida barata, tem televisores com a exibição do jogo. Em 1997 no United Center a gente ficava numa posição bem acima, nas finais com o Jordan e tinha televisores logo à frente além dos monitores. Você está no clima quando dá aquele barulho da entrada dos jogadores. Você está no melhor lugar do planeta.

Você comentou que há uma melhoria nas arenas brasileiras, mas você considera a falta desses aparelhos um empecilho para que o chamado esporte amador cresça?

Não, eu acho que o esporte em si e a base das seleções brasileiras vieram do interior de São Paulo. Os clubes do interior fazem uma grande diferença. Só existia uma grandeza entre Paula e Hortência porque existia Sorocaba e Piracicaba. Se fossem bairros em São Paulo não teríamos a mesma repercussão. Então as cidades fizeram a grande diferença, Jogos Abertos do Interior e creio muito na força do interior de São Paulo e no interior do Brasil para fazer esse desenvolvimento.

Eu tive a oportunidade de entrevistar o Antônio Carlos Vendramini em Sorocaba, ele chegou a ficar emocionado no ginásio. E você, o que se recorda dessa época de ouro do basquete feminino brasileiro?

Eu xingava muito, porque em primeiro lugar, indo com o carro da Bandeirantes, era tudo lotado em volta do ginásio (risos). Você tinha que parar muito longe e segundo a dificuldade de se comer ao lado, porque Sorocaba não era uma cidade como é hoje. Hoje a cidade é um negócio incrível, restaurantes excelentes, pessoal bacana, universidades. Mas naquela época, a parte ali do ginásio (Vila Hortência), era uma região meio esquecida, bairro antigo. Agora você tocou num ponto, Minercal e Unimep, aquilo não existia, era uma coisa fora do comum. 

Várias vezes eu apresentava eventos, saía com o próprio carro de Sorocaba e era fácil, tem boas estradas e a gente não via só uma festa da cidade, e sim da região de Itu, Salto... Você tinha ali uma região inteira em volta e isso também acontecia em Piracicaba, ali tinha placa de Capivari, Campinas. Era uma coisa que se formos parar para pensar, foi um boom no esporte e hoje as cidades possuem sim condições de ajudar muito na manutenção de times.

Agora, e o talento? Existe no mundo uma Paula e uma Hortência? Estava vendo aqui o Marcel e o Marquinhos, só faltou mesmo o Oscar, que eram dirigidos pelo Claudio Mortari no Sírio nos anos 70 e 80, não tem esses jogadores mais e isso é normal.


Mas nós não temos esses jogadores aqui porque hoje quase todos eles são atraídos pela NBA?

O Marquinhos, quando entrou no time dele na Itália, foi no lugar de Kresimir Cosic (foto). Na hora que você pesquisar no Google quem foi Cosic, ele deu a medalha de ouro para a Iugoslávia em 1980 e foi o grande jogador da Iugoslávia e era ele que na era pré-NBA botava os americanos para dançar. A Iugoslávia foi campeã em 1970, o Brasil foi vice com uma grande atuação do Edvar Simões e os Estados Unidos tinham o Bill Walton, que depois foi campeão no Portland Trail Blazers em 1977 e a Iugoslávia anulou Bill Walton para você ver o nível daquela época. O Brasil só se deu bem nesse campeonato porque tinha uma geração nova chegando jogando com a geração antiga, inclusive com o Wlamir Marques jogando esse campeonato.     

E para encerrar, o que você acompanha do NBB? Vai a jogos, vê na TV?

Assisto sim. Tive dois fins de semana de trabalho em Brasília e fui ver os jogos do time no ginásio. Eu vejo hoje o NBB com uma estrutura muito boa nas ideias da NBA e acho que agora com essa parceria pode ter um crescimento muito significativo em curto espaço de tempo.

Falta a LBF "copiar" o NBB e procurar o basquete norte-americano?

A NBA e WNBA dizem que não, mas as ligas conversam. Aqui teríamos de ter mais conversas e acho que o desenvolvimento do feminino é prioritário porque queira não ou não, nos tempos recentes - só piscar o olho e voltar 20 anos -, o Brasil foi campeão mundial de basquete e não podemos esquecer isso.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Aldo Rebelo pode continuar no Ministério do Esporte em 2015

Crédito: Divulgação

O Secretário de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, deixou em aberto sua continuidade no governo. Segundo ele, a decisão dos comandantes da pasta para o próximo governo, que começa a partir de janeiro de 2015, está nas mãos da presidente reeleita Dilma Rousseff, e que o atual ministro, o ex-deputado Aldo Rebelo (PCdoB) pode até seguir no cargo.

“Nós estamos aguardando a posição da presidente (Dilma) e depende tudo da seleção dela se o ministro segue ou não”, disse.

Rebelo anunciou que deixaria o cargo e que sua missão estava cumprida no último mês de outubro durante entrevista à TV Estadão, mas a decisão no fim do processo é da presidente Dilma.

Em entrevista concedida logo após o evento de lançamento da parceria entre NBA e Liga Nacional de Basquete na última quinta-feira (11), Leyser também afirmou que o basquete (CBB também) seguirá sendo parceiro do ministério mesmo que o comando da pasta seja trocado.

“Hoje não há nenhum problema de descontinuidade em diversos níveis do governo. Temos uma democracia amadurecida. Então são programas longos, contratos já assinados e eu não vejo problemas mesmo que mude o comando do ministério”, salientou o secretário.

Ele também comentou sobre os atrasos no repasse de verba à LNB para a realização de mais uma Liga de Desenvolvimento do Basquete, que teve início em outubro. Segundo ele, a ideia é fazer um longo contrato para que não haja atraso e “houve esse ano uma alteração de legislação, com novas exigências, e isso também acabou atrasando o cronograma das assinaturas dos convênios e liberação do recurso. Isso não deve acontecer novamente”.

Representando Rebelo no evento de apresentação da parceria NBA/LNB, ele também fez questão de destacar o crescimento do NBB. “É fantástico o nível de amadurecimento e a rapidez com que isso aconteceu no basquete brasileiro. Em poucos anos conseguimos reestruturar o campeonato brasileiro, repatriar atletas e formar uma nova geração. E acho que isso chamou a atenção da NBA e abre uma perspectiva fantástica”, finalizou.


Mesmo já tendo anunciado nomes de futuros ministros, Dilma ainda não confirmou um nome para o esporte. O ministério está em poder do PCdoB desde o início do governo Lula, com Orlando Silva e logo depois com Aldo Rebelo. 

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O Tempo e as Lendas

A grande notícia esportiva desse final de ano, sem dúvidas, é esta: “Kobe Bryant supera Michael Jordan em número de pontos marcados ao longo da carreira”. Mas o que exatamente isso significa?


Pode não parecer nada: Bryant não bateu nenhum recorde da NBA: ele apenas assumiu a terceira posição dentre os principais pontuadores de todos os tempos. Para que ele chegue ao recorde – do lendário Kareem Abdul-Jabbar –, faltam ainda 6 mil pontos.

Além de não se tratar exatamente de uma marca histórica (afinal, outros dois jogadores já haviam atingido essa pontuação antes), outro aspecto que faz essa conquista de Bryant parecer menor é o fato de tais números terem sido atingidos em contextos completamente diferentes.

E aqui não se estabelece quem teve mais dificuldades: Jordan conquistou muitos pontos em um período em que a Liga passava pela chamada expansão, quando muitos novos times passaram a figurar no campeonato – algo como a promoção de divisões, no futebol – e teve 3 temporadas nas quais a linha de 3 pontos foi diminuída: em 1994-95, 95-96 e 96-97 a linha de três pontos passou de 7,24 metros para 6,71 metros.

Apenas para que se entenda: 6,75 é a medida da WNBA.

Coincidência ou não, foi nesses anos em que Michael Jordan teve seus maiores índices de acerto em toda sua carreira. E na temporada 1997-98, quando as medidas originais foram retomadas, MJ teve uma queda abrupta: chutou em 37,4% 96-97 e chutaria 23,8% em 97-98.

Por outro lado, Bryant disputou muito mais jogos e algumas temporadas a mais que Jordan para chegar à mesma pontuação. Kobe chegou à liga muito mais jovem (estreou aos 18, Jordan aos 21), e Além disso, são épocas bastante distintas, os companheiros de equipe são muito diferentes e também incomparáveis são os adversários que eles tiveram de bater.

Jordan teve duas aposentadorias (uma em 1993, outra em 1998) e ficou meses afastado por conta de um pé quebrado, em 1986. Kobe teve sua primeira grande lesão na carreira somente em 2013.

Mesmo pensando em todas essas pequenas observações, é uma façanha que, sim, precisa ser celebrada, afinal, Bryant está ultrapassando a marca de um homem que foi seu ídolo a vida toda e que, na opinião de muitos, foi o melhor da história desse esporte.

Recentemente, tanto Fernando Alonso quanto Lewis Hamilton, ambos bicampeões mundiais de Fórmula 1, disseram ansiar pelo terceiro título na categoria porque, antes de tudo, “essa foi a marca atingida por Ayrton Senna”. 

E quem não se lembra da reação de Michael Schumacher ao igualar o número de vitórias de Senna na Fórmula 1?


Bryant, ao comentar o feito, deu o tom de sua emoção: “Eu estaria mentindo se dissesse que não significa nada” (Leia aqui a carta que ele escreveu). A ovação da torcida – Kobe estava na terra do adversário! – e os abraços e aplausos de todos os jogadores e comissão técnica de ambas as equipes dão ideia do significado da ocasião (algo semelhante havia acontecido, 11 anos atrás, quando Michael Jordan superou WIlt Chamberlain pela mesma terceira posição que Kobe lhe tomou). 

Muito mais que a marca em si, porém, esse é só mais um capítulo na interminável comparação entre Jordan e Bryant.
Se buscássemos entender o significado do “duelo” Jordan vs. Kobe em outros universos, seria mais ou menos como dizer que eles são Pelé e Maradona no futebol, ou Senna e Schumacher na Fórmula 1: atletas de épocas distintas mas que, de alguma forma, tiveram trajetórias bastante próximas e polarizaram fãs ao redor do planeta.

Ajudou, em todos os casos, a progressiva ação da mídia: Pelé, Senna e Jordan atuaram períodos com grande influência dos meios de comunicação de massa, mas num tempo em que a ação destes era mais limitada e, de certa forma, monopolizada. Maradona já surge numa época diferente (a mesma de Jordan e Senna, mas década e meia “mais jovem” que a de Pelé), enquanto que Schumacher e Bryant pegariam toda a transição e modelação do fenômeno internet.

Assim, há um embate: aqueles que acompanharam Pelé-Senna-Jordan tinham muito menor acesso ao universo que os cercava; nesse sentido, determinadas “verdades” tornam-se mais difíceis de serem contestadas. Já Kobe, Schumacher e Maradona atuaram em períodos onde foram muito mais vigiados, digamos.

Dessa forma, até mesmo os grandes feitos obtidos por cada um deles passaram a ser relativizados e vistos com um ceticismo irônico. Michael Jordan, em toda sua carreira, conseguiu como máxima pontuação em uma partida os 69 pontos contra o Cleveland Cavaliers, em 1990. 16 anos depois, diante do Toronto Raptors, Kobe Bryant atingiria absurdos 81 – a segunda maior em quase 70 anos de NBA.


Uma das marcas registradas de Michael Jordan, e parte daquilo que certamente povoa o imaginário de quem vê nele um jogador insuperável, foi sua incrível capacidade de marcar as cestas finais nas partidas, concedendo a vitória a seu time. Kobe teve o mesmo tipo de qualidade: inclusive, já marcou mais “game-winners” que Michael.

Kobe teve Shaq? Jordan teve Pippen – um grande jogador que, por sinal, é muito desvalorizado. Kobe e Jordan tiveram Phil Jackson como líderes. No fim, o que os diferencia é mesmo o número de títulos: Jordan 6, Kobe 5.

Finalizo com uma frase de ninguém menos que Magic Johnson: “Assim como nunca mais veremos um jogador como Michael Jordan, nunca mais veremos outro como Kobe Bryant”.


Respeito às duas lendas do esporte. E gratidão por ter visto a carreira destes dois monstros.

Marcel Pilatti

www.hermanosebrazucas.blogspot.com.br

sábado, 13 de dezembro de 2014

Liga Nacional de Basquete e NBA fazem história

Divulgação/LNB

11 de dezembro de 2014. Guardem bem essa data como especial, não só para o basquete brasileiro, mas para o esporte brasileiro como um todo. Pela primeira vez, uma liga brasileira recebe o aporte de uma liga profissional norte-americana, é a Liga Nacional de Basquete de mãos dadas com a NBA.

O acordo foi selado em evento realizado no Esporte Clube Pinheiros, três meses após ter sido noticiado pela primeira vez pelo jornalista Fábio Balassiano

Quinto maior mercado do League Pass e o que mais cresce nas redes sociais da NBA, o Brasil chamou tanto a atenção da maior liga de basquete do mundo, que as partes formularam um acordo que sem dúvida vai alavancar a modalidade da bola laranja no nosso país.

Mesmo sem revelar valores ou prazo do contrato, o diretor da NBA no Brasil, Arnon de Mello, disse que a liga norte americana não faz um aporte na brasileira e sim um suporte para que a Liga Nacional torne-se sustentável.

Segundo ele, a ideia é de troca de experiência nas áreas de marketing e licenciamento de produtos, além de inserir entretenimentos aos jogos e também de criar uma rede de intercâmbio de experiências, não só com a NBA, mas também com a D-League, a liga de desenvolvimento nos EUA. A reforma das arenas brasileiras também foi assunto, mas deixado para o futuro.

“O intercâmbio técnico é uma coisa natural. Levamos agora o Flamengo aos Estados Unidos para jogar três partidas. Não é uma coisa que está no papel, mas com certeza haverá oportunidades. Estava conversando com o presidente da CBB (Carlos Nunes) para podermos fazer intercâmbio de técnicos, árbitros, na parte comercial e isso, com a parceria oficial, vai fluir com mais naturalidade”, explicou. 

Outro ponto importante discutido no evento foi a dos patrocinadores do NBB. O campeonato não conta com investidores para este ano, repetindo a edição anterior. Segundo Mello, a NBA buscará apoio financeiro para a Liga Nacional e já tem algumas empresas interessadas.

João Fernando Rossi e Kouros Monadjemi fizeram questão de destacar o pioneirismo da gestão de liga no Brasil, enquanto o presidente da Liga Nacional, Cássio Roque, disse que após um ano de Copa do Mundo e eleições e com o fortalecimento do ciclo olímpico, o empresariado deve ver melhor o chamado ‘esporte amador’.

“A formação de uma parceria com uma liga, com o porte da NBA, traz visibilidade e coloca o basquete um degrau acima. E assim a gente espera que consiga atrair mais patrocinadores, empresas que acreditem no retorno”, explicou Roque.

O licenciamento de produtos e a evolução do NBB foi assunto para Jason Carrily, que destacou o crescimento da liga e espera que o campeonato nacional siga se desenvolvendo até se tornar uma das melhores ligas do mundo.


Transmissão pela TV


Crédito: John Raoux /AP
Muitas vezes criticada, a parceria da LNB com a Rede Globo foi assunto no evento. Cássio Roque destacou que sem a parceria, o NBB não existiria. De fato, realmente a parceria foi extremamente necessária e segundo as palavras de Arnon de Mello, o NBB seguirá com a Globo ao menos até o fim do atual contrato.

O acordo formular pela LNB e Globo vai até 2018. Mello considera que após o término do contrato, a liga deve sim buscar novos parceiros (nos Estados Unidos, os grupos Turner, Disney e Fox transmitem jogos e atuam no Brasil), mas antes, prevendo a expansão da NBA no Brasil, ele acredita ser mais fácil que a liga norte-americana tenha espaço em novos canais no país (hoje são Sports+, ESPN e Space) que o NBB mude de casa.

Ele também frisou que as partidas do Flamengo contra os times da NBA tiveram uma boa audiência no canal Sportv. 


Encontro de gerações

Marcaram presença no evento histórico os técnicos Cláudio Mortari e Hélio Rubens, além dos ex-jogadores Cadum, Marcel e Marquinhos, protagonistas do basquete nacional nos anos 70 e 80. Entre eles também estavam Arthur (Brasília) e Felipe Ribeiro (Pinheiros).


A palavra do ministério

Representante do Ministério do Esporte, o Secretário Nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, comentou o momento histórico.

“É fantástico o nível de amadurecimento do basquete brasileiro. Em poucos anos conseguimos estruturar o campeonato, repatriar jogadores e já criar uma nova geração e sem dúvida isso chamou a atenção da NBA”, afirmou Leyser.


Opinião do blogueiro


Crédito: Divulgação/LNB
A parceria inédita no mundo cria uma oportunidade que a Liga Nacional tanto precisava. Após perder patrocinadores, como a Caixa e a Eletrobrás, além da Netshoes, o NBB ficou em situação complicada, viu alguns de seus times ficarem mal das pernas e outros até desistirem do campeonato.

Com a chegada da NBA, a organização, que já é muito boa, ganha outra visibilidade. A partir disso, a Liga Nacional pode receber o aporte financeiro que precisa para realmente ajudar os clubes a se estruturarem melhor, fazendo com que o nível do campeonato aumente.

Ponto importante e praticamente inexistente hoje é o licenciamento de produtos. Poucos times vendem produtos, uniformes então são raríssimos. Isso deve mudar e muito a partir de agora.

Outra aposta importante é fazer um intercâmbio técnico com a Liga de Desenvolvimento para preparar melhor nossas futuras gerações e abrir a LDB em mais categorias. Criar também o 3x3 do NBB faria com que o público ficasse mais próximo do campeonato nacional. 


Por fim, o basquete brasileiro só tende a crescer com isso, principalmente porque a parceria foi feita com a séria organização da LNB. O único ponto que penso haver certo cuidado é a adaptação da NBA com o mercado brasileiro, mas se a liga norte-americana já cresce no gosto tupiniquim, a adaptação a nossa realidade não deve ser um problema. 

terça-feira, 11 de março de 2014

Patriots e Spurs: os favoritos de sempre



Comparar atletas e equipes de diferentes esportes é quase uma heresia. Sempre vou contra quando alguém acaba dizendo, para dar exemplo, que Wayne Gretzky é o Pelé do hóquei ou Babe Ruth foi o Pelé do beisebol. Ora, por que não se pode falar o contrário, que Pelé é o Gretzky do futebol? Essa é uma superficialidade vestida de nacionalismo que certamente depois será abordada aqui, porque o nome de Greztky é mais absoluto em seu esporte que o de Pelé no futebol.

Também é muito complicado comparar equipes e dizer que o Boston Celtics, por ser o maior campeão da NBA, é uma espécie de Real Madrid. Esse tipo de comparação não serve para nada, apenas para colocar um exemplo de nossa monocultura esportiva que quer esclarecer tudo com futebol.

Mas esse texto está aqui para cometer uma heresia, para criar um paralelo com dois times de esportes diferentes, mas que parecem ser iguais: San Antonio Spurs e New England Patriots.

Logo quando imaginamos esses times, vemos no comando dois técnicos experientes: Bill Belichick e Gregg Popovich. Ambos fazem o estilo de linha dura, são monossilábicos com a imprensa, porém geniais na beira da quadra ou do campo de jogo. Os dois se baseiam em equipes lideradas por jogadores experientes. No basquete, o Spurs tem Duncan, Ginóbili e Parker, no Patriots, vemos Brady e Wilfork liderando o ataque e a defesa respectivamente.

Outro ponto em comum entre os dois times é a regularidade. Independente da condição do elenco, ambos estão sempre nos playoffs e nas listas de favoritos a vencer, por mais que outras equipes apresentem grupos superiores ou estejam jogando melhor. São times que sempre se reinventam.

Muitos torcem o nariz ao ver o Spurs com o trio experiente, mas aos poucos o time se reconstrói com Danny Green (26) e Kawhi Leonard (22) pontuando bem e conta com atletas que ganham muita experiencia, como Boris Diaw e Splitter (ambos com 31 anos) na rotação dentro do garrafão e agora Marco Belinelli (27). O Spurs está mais uma vez na parada pelo título da NBA.

Da mesma forma que muitos enxergam o Patriots sempre como "o último ano bom de Brady". Ouvimos isso várias vezes e Brady responde sempre com boas colocações nos playoffs e duas idas ao Super Bowl nos últimos 6 anos. Perdeu as duas vezes, é verdade, mas em nenhuma pode ser considerado culpado.
Nas últimas temporadas, a equipe de Boston se viu com graves problemas na defesa, porém com a contratação de Rob Ninkovich e Aqib Talib, ganhou um novo ânimo, que foi eliminado apenas na final de conferência.

Claro que ambos já enfrentaram momentos ruins, como a lesão no joelho de Brady que o tirou da temporada 2008, mas mesmo assim Matt Cassell, seu reserva, quase levou o time para a pós temporada. O momento ruim do Spurs foi a eliminação para o então número oito no oeste, o Memphis Grizzlies.

Em baixa ou não, esses dois times sempre são favoritos, jogam de forma coletiva e sempre são perigosos em suas ligas. Cometi aqui uma heresia.