sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Qual seria a camisa 10 do basquete?

No futebol nenhuma camisa tem uma mística tão grande quanto a 10: foi esse o número que assumiu uma posição de maior e mais importante dentro de uma equipe. O "camisa 10" virou sinônimo de "o craque do time", aquele que pensa o jogo e movimenta a equipe.

Se, por um lado, é verdade que nem sempre o 10 seja o melhor jogador de um time (Ronaldo, com a 9, Romário com a 11, Cruyff com a 14, Zidane com a 5...), por outro é o único que traz consigo tamanho peso e carga de expectativas.

Observando por essa ótica, no basquete é impossível uma associação: são pelo menos 101 (do 0 ao 00) as opções que os jogadores têm, e não existe qualquer tipo de conexão direta entre o número e a posição/função desenvolvida em quadra: por exemplo, o armador brasileiro Raulzinho é o #25 no Utah Jazz enquanto no Sacramento Kings esse é o número do ala-pivô Eric Moreland.

Há, porém, uma forma diferente de se associar uma camisa no basquete ao que representa a 10 no futebol: qual é o número de maior sucesso na história do esporte, e aquele que permanece sempre como uma das principais opções para as novas gerações de jogadores, atuem em qual posição for?

Abaixo, estabelecemos um ranking com as principais camisas da história da NBA.

10ª posição: Camisa 22

Atualmente, um total de doze atletas usam a camisa 22 na NBA. Dentre eles, a grande promessa dos últimos anos -- Andrew Wiggins, do Minessota Timberwolves. Outro destaque é Taj Gibson, do Chicago Bulls.

A camisa se tornou emblemática ao longo dos anos 60, pois era o número de Elgin Baylor, titular em qualquer "Lakers de todos os tempos". Nos anos 80/90, voltaria a ser protagonista, com o grande ala-armador Clyde Drexler, finalista de 1992 com os Blazers.

Elgin Baylor e Clyde Drexler


9ª posição: Camisa 24

Se este ranking for refeito dentro de uma década, talvez tenhamos mais que 8 atletas (número da temporada 2015-16) utilizando-a: é a camisa que o Lakers irá aposentar em homenagem ao grande Kobe Bryant.

Mas a história do 24 é muito mais antiga, datando da dinastia Celtics, com o ala-armador Sam Jones -- campeão 10 vezes e melhor jogador das finais de 1964. Nos anos 70, foi a camisa do gigante Rick Barry, MVP das Finais de 1975, ano em que levou os Warriors ao título da NBA. O número também foi utilizado por Moses Malone nos Rockets.

Kobe Bryant, Sam Jones e Rick Barry
8ª posição: Camisa 6

Um total de dez atletas estão usando o #6 na temporada atual, a maioria deles pivôs: destaque total para DeAndre Jordan (Clippers), líder em aproveitamento e top-3 em rebotes e tocos, e Kristaps Porzingis (Knicks), fortíssimo candidato a "Rookie of the Year".

A associação desses jogadores ao número 6 remete a Bill Russell, o maior campeão de todos os tempos da NBA, que a usou em seus 13 anos de Boston Celtics. Também foi a camisa que consagrou Julius Erving, The Doctor, no 76ers e a que LeBron James usou em suas quatro temporadas de Miami Heat.

Bill Russell e Julius Erving
7ª posição: Camisa 3

É a camisa que veste o maior número de atletas atualmente: 23 jogadores a usam, o que significa que apenas 7 dos 30 times não têm um jogador com o #3: os principais destaques são Chris Paul (Clippers) e Dwyane Wade (Heat).

A consagração principal da camisa aconteceu há 15 anos, com o grande Allen Iverson, MVP da temporada 2001. Nessa mesma época Ben Wallace virou lenda, sendo líder em tocos e escolhido Jogador Defensivo do ano quatro vezes. Também foi a camisa usada pelo lendário Drezan Petrovic nos Nets.

Dwyane Wade e Allen Iverson


6ª posição: Camisa 21

Uma das camisas mais utilizadas na atualidade, com 13 jogadores, a maioria deles bastante importantes em seus times: além das lendas Tim Duncan (Spurs) e Kevin Garnett (Timberwolves), o 21 também é o número do craque Jimmy Butler (Bulls) e do "rei dos tocos" Hassan Whiteside (Heat).

No passado, foi a camisa que consagrou o ala Dominique Wilkins (Hawks), cestinha da temporada '86 e o grande rival de Michael Jordan nos torneios de enterradas -- para muitos, até mais espetacular que MJ. 

Dominique Wilkins e Tim Duncan
5ª posição: Camisa 13

Um dos números mais emblemáticos da história, pois foi a camisa usada por Wilt Chamberlain ao longo de toda sua carreira, defendendo Warriors, 76ers e Lakers. Futuramente, seria a camisa com a qual o grande armador Steve Nash se consagraria no Phoenix Suns. Também foi a camisa de Luc Longley, pivô titular no Bulls de Jordan/Pippen/Rodman.  

Atualmente 13 jogadores a utilizam, alguns deles os astros principais de suas franquias: James Harden, no Rockets, e Paul George, no Pacers, são os maiores representantes do #13. O número também é utilizado por jogadores importantes como Marcin Gortat (Wizards), Tristan Thompson (Cavaliers) e Joakim Noah (Bulls).

Steve Nash e Wilt Chamberlain
4ª posição: Camisa 34

Na temporada atual, apenas 8 jogadores vestem o número (com destaques para Giannis Antetokounmpo, dos Bucks, e Shaun Livingston, dos Warriors), mas é um número que começou a ser consagrado em meados dos anos 80:  Hakeem Olajuwon, pelos Rockets, e Charles Barkley, pelos 76ers, eram dominantes em suas posições.

Nas décadas seguintes, o #34 ficaria marcado como sendo o número de Paul Pierce, considerado um dos principais alas da NBA e o MVP das Finais de 2008. Também foi o número que consagrou Shaquile O'Neal nos Lakers (3 MVP das Finais consecutivos) e Ray Allen em toda sua carreira pré e pós-Celtics.

Hakeem Olajuwon e Shaquile O'Neal
3ª posição: Camisa 23

Para muitos, a principal camisa da NBA deveria ser aquela usada por quem, para muitos, foi o maior jogador da história da NBA: Michael Jordan se consagrou com o 23 e consagrou o 23.

Hoje, o número é usado por um total de 14 atletas, alguns deles os melhores e líderes de suas equipes, caso de Anthony Davis (Pelicans) e LeBron James (Cavaliers). Também é o número de Draymmond Green, maior nome dos Warriors depois de Stephen Curry.

Assim como foi dito sobre o #24,  é possível que nos próximos 10 anos talvez seja o maior número da NBA, mas o 23 não tem, ainda, a magnitude histórica dos próximos dois números.

Seria o 11 do futebolista.

Michael Jordan e LeBron James
2ª posição: Camisa 32

Forte candidato ao posto de camisa 10 da NBA, o #32 foi consagrado pelo gigante Earvin "Magic" Johnson, provavelmente o melhor armador da história da NBA. Na mesma época, Karl Malone (Jazz) e Kevin McHale (Celtics) se firmariam como dois dos melhores ala-pivôs de todos os tempos, sendo nomeados para o Hall da Fama.

Antes de Magic surgir, foi a camisa com a qual o mítico Doctor Jay se tornou o primeiro ícone popular da NBA, usando o #32 pelo New Jersey Nets. E foi a camisa com que Shaquile O'Neal surgiu para o mundo no Magic e seria campeão pelo Heat. Atualmente, 8 jogadores a utilizam, com destaque especial para Blake Griffin (Clippers).

No futebol, talvez equivalente ao 9.

Magic Johnson e Karl Malone
1ª posição: Camisa 33 

Indiscutivelmente, o número mais emblemático da história da NBA: dois dos maiores jogadores de todos os tempos, o pivô Kareem Abdul-Jabbar (Bucks e Lakers) e o ala Larry Bird (Celtics), a vestiram ao longo de suas carreiras: é o único número que estampou as costas de dois jogadores desta magnitude.

Mas não foram apenas eles: lendas como Scottie Pippen (Bulls) e Patrick Ewing (Knicks) se consagraram com o número. Mais? Foi o número do pivô Alonzo Mourning (Heat) e do ala Grant Hill (Magic, Pistons). Além disso tudo, como aponta o Basketball Reference, é a camisa que mais contribuiu para vitórias na história da NBA.

Hoje, são 12 os jogadores que usam o número, com destaque para Marc Gasol, o líder do Memphis Grizzlies, além de Boris Diaw, peça importante do Spurs. E foi a camisa de Kobe Bryant em seus tempos de high school! (o lendário ala-armador só não a usaria na NBA pois o número já havia sido retirado pelos Lakers...)


Seria a camisa 10, sem dúvidas.

Jabbar, Bird, Pippen, Hill, Mourning e Ewing


Vamos imaginar um duelo com esses times: quem você acha que venceria?

All-NBA First Team (33, 32, 23, 34 e 13): Magic Johnson, Michael Jordan, Larry Bird, Hakeem Olajuwon e Wilt Chamberlain. -- Jabbar, Shaq e LeBron na reserva.

All-NBA Second Team (21, 3, 6, 24 e 22):
Allen Iverson, Kobe Bryant, Elgin Baylor, Tim Duncan e Bill Russell. -- Doctor, Wade e Wilkins na reserva.

Abraços!

Marcel Pilatti

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

LNB divulga escolhidos para o Jogo das Estrelas do NBB


Luiz Pires/LNB

A Liga Nacional de Basquete anunciou, nesta terça-feira (11), os escolhidos para o Jogo das Estrelas do NBB, que neste ano será realizado em Franca. Assim como nos outros anos, os desafios de habilidades acontecem na sexta-feira e o jogo entre NBB Brasil e NBB Mundo na manhã de sábado, nos dias 6 e 7 de março.

Nomes como Marcelinho Machado, atual campeão do Torneio de 3 Pontos, e Guilherme Giovannoni, ambos convocados para o mundial do ano passado, não foram escolhidos e perdem o Jogo das Estrelas pela primeira vez.

Em compensação, Alex (Brasília e Bauru) e Shamell (Pinheiros e Mogi) foram selecionados e nunca perderam um fim de semana das estrelas do basquete brasileiro.

Neto, do Palmeiras, foi a maior surpresa na lista, inclusive para ele mesmo. Em entrevista ao jornalista Luís Araújo, do IG, Neto mesmo disse não esperar a convocação ao jogo. No NBB Mundo, senti a ausência do armador Jamaal, do Macaé, jogador extremamente importante para a equipe.

Primeiro votam jornalistas, técnicos, jogadores e especialistas. Após a seleção, o público vota nos quintetos titulares. 

Meus votos aos técnicos foram para Demétrius (Minas), Guerrinha (Bauru), Dedé (Limeira) e Régis Marrelli (Palmeiras).

Abaixo os escolhidos e meus votos para o Jogo das Estrelas do NBB.


Arte: LNB


ESCOLHIDOS NBB BRASIL

ARMADORES: Fischer (Bauru), Henrique Coelho (Minas) e Nezinho (Limeira);

ALAS: Alex (Bauru), Léo Meindl (Franca) Marquinhos (Flamengo), e Neto (Palmeiras);

PIVÔS: Rafael Hettsheimeir (Bauru), Caio Torres (São José), Jefferson (Bauru), Lucas Mariano (Franca) e Lucas Cipolini (Brasília);

TÉCNICOS: Demétrius (Minas) e Guerrinha (Bauru).


MEUS VOTOS

ARMADORES: Fischer (Bauru) e Henrique Coelho (Minas)

ALAS: Alex (Bauru), Marquinhos (Flamengo) e Leo Meindl (Franca)

PIVÔS: Jefferson (Bauru), Caio Torres (São José), Shilton (Minas), Hettsheimeir (Bauru) e Cipolini (Brasília).
 
Arte: LNB


ESCOLHIDOS NBB MUNDO

ARMADORES: Kenny Dawkins (Paulistano), Laprovittola (Flamengo) e Maxi Stanic (Palmeiras);

ALAS: David Jackson (Limeira), Shamell (Mogi das Cruzes), Marcos Mata (Franca), Desmond Holloway (Paulistano) e Robby Collum (Minas);

PIVÔS: Jerome Meyinsse (Flamengo), Walter Herrmann (Flamengo), Tyrone Curnell (Mogi das Cruzes) e Steven Toyloy (Palmeiras);

TÉCNICOS: Paco Garcia (Mogi das Cruzes) e Dedé (Limeira).


MEUS VOTOS

ARMADORES: Stanic (Palmeiras) e Jamaal (Macaé);

ALAS: Shamell (Mogi), David Jackson (Limeira), Mata (Franca) e Ronald Ramon (Limeira);

PIVÔS: Herrmann (Flamengo), Meyinsse (Flamengo), Tyrone (Mogi) e Toyloy (Palmeiras).


Para escolher os titulares, acesse jogodasestrelas.lnb.com.br/votacao/

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

NBA amplia alcance no Brasil ao fechar com o Sportv



Segundo o colunista da Veja, Lauro Jardim, os canais Sportv e a NBA firmaram um acordo de transmissão da liga norte-americana também para o sistema Globosat. Ainda conforme a nota, o contrato seria de oito ano (mas vi por aí dizendo 6 anos) e a primeira transmissão aconteceria já no dia 24 de fevereiro, uma terça-feira.

Isso em nada muda as transmissões nos canais ESPN, Space e Sports +, este último apenas na Sky. Seria mais uma emissora a exibir as partidas, diversificando as transmissões para os assinantes da TV fechada.

Caso seja confirmado o acordo, a NBA amplia e muito seu alcance no Brasil, já que o Sportv é um dos dez canais por assinatura mais assistidos no país (o esportivo mais visto), bem à frente de Space e ESPN, respectivamente.   

Ao contrário de ESPN e Space, o Sportv é figura fácil de se encontrar em pacotes básicos da TV. Usando como exemplo as três maiores operadoras de TV no Brasil: Net, Sky e Claro, vemos que o Sportv está inserido em todos os pacotes mais básicos, os de menor valor.

Na Net, os canais ESPN não estão no pacote de menor valor da operadora. Em compensação, Space e Sportv estão. Na Sky, o pacote de menor valor é na modalidade pré-paga, e possui apenas o Sportv 2. Já o da Claro, também possui apenas o Sportv 2. Os três estão na faixa entre 50 e 60 reais. 

Ou seja, ao se confirmar a parceria, a liga norte-americana aumentaria seu alcance para praticamente toda a base de assinantes de TV no Brasil, que é algo em torno de 20 milhões de contratos, atingindo uns 65 milhões de brasileiros.

Além disso, o número de jogos transmitidos também aumenta. Outro ponto importante é a parceria entre NBA e Liga Nacional de Basquete, o que até possibilita uma rodada dupla entre o NBB e a NBA, algo que certamente ajudaria em elevar a audiência do nosso basquete. Na TV aberta, por exemplo, é comum emissoras colocarem produtos que alavancam audiência próximo a outros.

John Raoux - AP
O próprio Arnon de Mello, representante da NBA no Brasil, disse no evento de assinatura do acordo entre NBA e LNB, que o Sportv já é considerado parceiro da NBA e que seria mais fácil a mesma ser exibida em mais canais que o NBB. Lembrando também que o Sportv transmitiu os três jogos do Flamengo nos EUA contra times da NBA.

Mais um ponto a se destacar sobre isso é que mesmo ainda existindo produtos exclusivos, a TV por assinatura acaba por diversificar contratos. UEFA Champions League, UFC e NFL são raras exceções.

NFL e UFC optam pela exclusividade, mas por algum tempo vimos Band Sports e ESPN dividirem o contrato da primeira. Já o UFC mantém sua exclusividade na Globosat muito por causa do sistema pay-per-view no Canal Combate. E caso a Champions League tivesse sido adquirida pela ESPN, esta seria repassada também ao Sportv, quebrando a exclusividade.

Para fechar, a NBA dá mais um passo importante para que o brasileiro possa ver seu produto, afinal de contas, nem todos possuem condições de pagar um League Pass, seja por questão financeira, ou mesmo por não possuir um cartão de crédito compatível com os modos de pagamento.

Quanto mais avançamos na TV por assinatura, mais nos aproximamos do modelo norte-americano de divisão de contratos (NFL, MLB, NBA, NHL, Nascar...), mais vemos que nossa TV aberta precisa repensar sua existência e mais vemos que a divisão (inexistente) de transmissões de nosso futebol está errada.